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BEM-ESTAR ANIMAL

Parte I

Bem-estar animal é a aplicação sensata e sensível de práticas zootécnicas no manejo do rebanho. O bem-estar animal está relacionado principalmente com o conforto animal. Neste post vamos falar sobre esta aplicação que sem duvida tornam a propriedade mais produtiva.

Em geral, os consumidores associam o bem-estar dos animais como um indicador de que o alimento é seguro, saudável e de qualidade. Muitos códigos de bem-estar animal listam às “cinco liberdades” que devem ser consideradas na implementação das boas práticas relativas ao bem-estar animal. Essas “cinco liberdades” constituem um conceito abrangente do bem-estar animal. Esse capítulo descreve as boas práticas na pecuária de leite referentes ao bem-estar animal. Eles são definidos de modo a refletir as “cinco liberdades”:

• Garantir que os animais sejam livres de sede, fome e desnutrição.

• Garantir que os animais sejam livres de desconforto.

• Garantir que os animais estejam livres de dor, lesões e doenças.

• Garantir que os animais sejam livres de medo.

• Garantir a expressão dos padrões normais de comportamento animal.

Fornecer alimentos e água em quantidade suficiente para todos os animais diariamente

O rebanho leiteiro necessita de alimento suficiente, com base em suas necessidades fisiológicas. Suas necessidades variam de acordo com a idade, peso corporal, estágio de lactação, nível de produção, crescimento, gestação, atividade e meio ambiente. Deve-se garantir espaço suficiente para os animais se alimentarem e beberem água de modo a reduzir comportamentos agressivos e garantir o acesso suficiente a todos os animais. A qualidade (palatabilidade e conteúdo dos nutrientes) do alimento também precisa ser considerada, com base nas necessidades nutricionais dos animais. Suplementos precisam ser considerados se os alimentos fornecidos não atenderem as exigências nutricionais dos animais. Os animais devem ser alimentados com dieta equilibrada e ter acesso irrestrito a água limpa.

Ajustar as taxas de lotação e/ou suplementação alimentar para garantir adequado fornecimento de água, alimentos e forragem

Ajustar as taxas de lotação considerando o número de animais, suas necessidades fisiológicas e qualidade nutricional dos alimentos.

Proteger os animais de plantas tóxicas e outras substâncias prejudiciais à saúde Proteger os animais de acesso a plantas tóxicas e áreas contaminadas da propriedade.

Não fornecer alimentos mofados aos animais. Armazenar produtos químicos de forma segura para evitar contaminação de pastagens e respeitar os períodos de carência para pastos e forragens onde foram aplicados produtos químicos.

Garantir suprimento de água de qualidade que seja regularmente analisada e protegida Animais devem ter livre acesso a suprimento de água limpa e fresca.

Limpar regularmente as calhas de água ou bebedouros e inspecioná-los para garantir que estejam funcionando. O fornecimento de água deve ser adequado para atender as necessidades máximas. Bebedouros devem ser cheios rapidamente para evitar que alguns animais fiquem com sede. Todas as medidas devem ser tomadas para minimizar os riscos de congelamento ou aquecimento da água, conforme o caso. A dispersão de efluentes de tratamentos e produtos químicos de pastagens e forragens não deve contaminar o abastecimento de água.

Planejar e construir as instalações para o manejo do rebanho livres de obstáculos e perigos

Considerar o fluxo livre de animais na concepção e construção de instalações e/ou locais de ordenha. Evitar caminhos sem saída, íngremes e escorregadios. Assegurar-se que as instalações elétricas sejam devidamente protegidas.

Garantir espaço adequado e cama limpa Evitar superlotação de animais, mesmo por curtos períodos.

Manter grupos de animais em tamanhos de fácil manejo e fornecer espaços adequados para os animais receberem alimento e água. Muitas das espécies leiteiras possuem forte instinto de grupo. Agrupar animais com peso e tamanho semelhantes se possível. Manejar animais introduzidos no rebanho para reduzir brigas, principalmente entre machos maduros e machos jovens. Garantir aos animais estabulados espaço suficiente para descanso e camas confortáveis. Essas áreas devem ser mantidas limpas (por exemplo, substitua o material da cama com frequência). Áreas de pastejo são geralmente apropriadas para o descanso desde que se faça uma rotação do pastejo e tenham drenagem adequada.

Proteger os animais de condições climáticas adversas e suas consequências

Na medida do possível, proteger os animais de condições climáticas adversas e suas consequências. Isso inclui fatores de estresse, tais como eventos climáticos extremos, escassez de forragem, mudanças climáticas fora de época e outras mudanças que causam estresse por calor ou frio. Fornecer sombreamento ou meios alternativos de amenizar o calor, tais como sombrites e aspersores. Em condições climáticas de frio, proporcionar proteção com quebra-ventos, estabulação e alimentação adicional. Abrigos permanentes com pára-raios podem ser necessários em algumas áreas. Ter planos para proteger os animais em casos de emergência (por exemplo, falta de energia), desastres naturais (incêndios, inundações, seca); assegurar locais altos em caso de inundações e ter esquemas de combate ao fogo e de retirada do rebanho.

Garantir ventilação adequada para os animais estabulados

Todos os alojamentos dos animais devem ser devidamente ventilados permitindo suprimento de ar fresco para remover a umidade, permitindo a rápida dissipação de calor e evitando acúmulo de gases como dióxido de carbono, amônia e de dejetos.

Utilizar piso adequado e seguro nas instalações e áreas de trânsito dos animais

Os pisos devem ser construídos para minimizar escorregões e contusões. O concreto excessivamente áspero ou superfícies com saliências pontiagudas e pedras podem causar desgaste excessivo ou perfurações nas solas dos cascos, resultando em laminite. Pisos inadequados podem inibir comportamentos de monta e provocar lesões. Revestimentos de proteção nos pisos (por exemplo, esteiras de borrachas ou outras superfícies não derrapantes) podem ser usados em locais de passagem dos animais para reduzir abrasões nos cascos que levam a infecções secundárias.

Proteger os animais de injúrias e desconforto durante o embarque e desembarque e garantir condições apropriadas para o transporte

O transporte pode representar riscos para o bem-estar dos animais. Assegurar que as instalações de embarque e desembarque sejam adequadas e que água esteja disponível na chegada. Certificar-se que o veículo seja apropriado para contenção dos animais, tenha bom piso e espaço adequado. Planejar as viagens longas para garantir o cumprimento das normas de bem-estar (alimentação, água e descanso).

Adotar um programa efetivo de manejo sanitário do rebanho e inspecionar os animais regularmente

Os animais devem ser examinados regularmente para detecção de lesões e doenças. Adotar um programa sanitário para o rebanho baseado na prevenção e no tratamento.

No Próximo post continuaremos a falar sobre o Bem Estar animal e suas diretrizes, caso tenha duvida ou precise de algum suporte para a sua propriedade ou laticínio, entre em contato com a equipe Lactag pelo nosso site lactag.com.br

Até Mais!